O mundo líquido exige novas 'skills'
- Iasmim Santos

- 6 de ago. de 2020
- 3 min de leitura

O artigo, O futuro do trabalho do jornalista é o digital, escrito pelo Doutor em
Ciências da Comunicação, Carlos Roberto Costa nos leva a um novo patamar
em torno das mudanças no mundo do trabalho relacionando os desafios que
permeiam os avanços tecnológicos às novas formas de adaptações.
Nesse artigo, são apresentados muitos fatores que antes eram fixos e
determinantes na nossa sociedade e hoje já não são mais ditadores de nada.
Como os diplomas universitários que antes traziam uma estabilidade diante do
emprego e hoje não trazem mais; Ou a falta de entendimento de muitos
métodos educacionais que não estão acompanhando a nova era digital.
E com base nas mudanças desse cenário, Carlos Roberto nos mostra um
comparativo entre estudos e posturas da Reuters, The New York Times e o
Wall Street Journal, empresas jornalísticas que se colocaram um passo a frente
nessa transformação.
Esse exemplo nos mostra que, os canais de notícias entraram nesse terreno do
digital, mesmo que ainda desconhecido, para tentar ganhar novos mundos e
atualizações. Esses veículos jornalísticos perceberam que, se ficassem
parados esse novo mundo os afundariam.
Os jornalistas profissionais, por exemplo, para lidar com esse tempo acelerado
precisam se adequar e agregar a suas carreiras, conceitos (como o marketing,
criatividade, o empreendedorismo etc.) que, antes eram destinados somente a
outras áreas de estudo.
Há um tempo, as pessoas poderiam terminar a faculdade e teriam toda a
educação que precisavam para o resto de sua jornada profissional, mas hoje
essa realidade não é possível. Muitos dos renomados empreendedores, como
Mark Zuckerberg e Bill Gates, visionários da tecnologia, compartilham uma
coisa em comum: alcançaram seus auges sem terminar a faculdade, por
exemplo.
É importante saber se desvencilhar do velho e abrir as portas para essa nova
transição. O mundo do trabalho de hoje não é igual ao de 20 ou 30 anos atrás,
muito menos será igual nos próximos anos.
Mesmo que muitas escolas não tenham nos preparado para esse futuro incerto
e líquido do sociólogo Zygmunt Bauman. É preciso “reinventar, virar-se do
avesso, sobretudo injetar boas doses dos talentos digitais” no dia a dia.
Hoje observamos que muitos sistemas de busca já ocupam o lugar do mestre
ou professor nos tempos de hoje. Google, YouTube, Siri e outros assistentes
virtuais começaram a responder nossas perguntas, e o papel do docente como
transmissor de conhecimento se tornou rebaixado, como aborda o autor Carlos
Roberto.
As ideias e ensinamentos de profissionais e especialistas são colocados à
prova o tempo todo. O historiador e professor Leandro Karrnal em uma de suas
palestras, em que abordou o tema da modernidade líquida, falou sobre as
certezas que conviviam com os nossos antepassados e hoje não fazem mais
parte da nossa atual sociedade: Antes fazer um concurso era sinônimo de
estabilidade. Essa era uma perspectiva de mundo, onde as certezas eram
dadas.
O mundo dos nossos pais e avós era um mundo de certezas e valores
permanentes: antes se batiam nas crianças sem culpa, sem psicologia, sem
traumas; Namorava-se com horário marcado; Só tinha-se um telefone fixo em
casa; Acessava-se internet em lan houses etc.
Naquele mundo, os pais e professores detinham toda a palavra, hoje já
observamos que as certezas se diluíram. Os mecanismos de busca da Google
é o mediador dos diálogos em meio aos ensinos nas escolas, e universidades,
por exemplo. E se antes o professor falava algo e tinha sua ideia acolhida,
hoje, antes de concordarem os estudantes pesquisam.
As novas demandas da modernidade líquida nos apontam novas conexões e
novos rumos. E o professor passa a ser um facilitador, um curador, ou tradutor
do conhecimento. A partir disso, um bom professor é aquele que está
atualizado e consegue traduzir, condensar e transformar o conteúdo geral em
conteúdo relevante e inovador para ofertar aos alunos. Como o ensino híbrido,
desse cenário 4.0 que usa lousas inteligentes, inteligência artificial etc. O
ensino tradicional ficou cansativo e tende a fracassar.




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